REDOL (Alves).— BARRANCO DE CEGOS. Ilustrações de Jorge Pinheiro. Editorial Avante. (1982).16x24 cm. 414-IV págs. B. “Confessarei mais uma vez que quando leio ou ouço ou eu mesmo escrevo Homem, não consigo nunca libertar-me da velha necessidade de corrigir: os homens. Um vício de pensamento, se quiserem, uma maneira comezinha de considerar o mundo, uma banalidade. Mas devo-lhe a vantagem de não enxergar aquilo a que se chama ‘a literatura de hoje’, com exclusão do que, não sei bem porquê, o não seria (...)” — retirado de Prefácio. Obra acaba por ser a biografia de uma personagem real, mas fundamentalmente simbólica de um potentado ribatejano, cuja história Redol relata a partir de 1891, ano da revolta republicana no Porto. Barranco de Cegos faz parte de uma fase que começou com A Barca dos Sete Lemes e em que a intervenção política e social é posta em segundo plano, dando lugar a um centramento nas personagens e na sua evolução psicológica. Ilustrado a cores e em folhas intercaladas no texto por Jorge Pinheiro. Sobrecapa de papel com algumas imperfeições na lombada.